26 de junho de 2012

Vanessa da Mata participará de evento beneficente


Engajado em uma campanha pela vida há três meses, o ator Otaviano Costa é Embaixador do Hospital do Câncer do Mato Grosso. O projeto tem a finalidade de ajudar às pessoas que estão enfrentando a doença. O ator conta com o apoio de muitos colegas famosos e solicita a ajuda de empresários e autoridades para que possam contribuir para o andamento desse projeto, que é de grande importância. Otaviano promoverá, no dia 14 de agosto, em São Paulo, um evento beneficente, para convidados e empresariado, chamado de “Objetos do Coração”, onde serão leiloados objetos doados pelos artistas engajados no projeto. A cantora Vanessa da Mata, que é mato-grossense, fará um show no evento e, segundo Otaviano Costa, está entrando de coração aberto no projeto.

Quem puder e quiser ajudar pode entrar em contato através do e-mail facaparte@facapartedessahistoria.com.br

24 de junho de 2012

História de Uma Gata - Parte 09


Domingo é dia de retrospectiva dos 10 anos de carreira de Vanessa da Mata. Hoje falaremos um pouquinho sobre o disco "Sim" e o ano de 2008:

Três anos depois, como “resposta positiva à vida”, Vanessa lançou o “Sim”, seu terceiro disco. Produzido por Kassin e Mario Caldato, o “Sim” foi Disco de Platina Duplo. O Álbum que foi gravado entre o Brasil e a Jamaica, conta com diversas participações especiais. Entre eles estão os músicos Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, grandes nomes da música jamaicana. Outro parceiro importante foi o cantor Ben Harper, com quem Vanessa dividiu os vocais na música “Boa sorte / Good luck”. Esta foi a música mais executada nas rádios no ano de 2007 e, em 2008, foi indicada ao prêmio de “Hit do ano” no VMB (Video Music Brasil), premiação da MTV. Neste mesmo VMB, a cantora foi indicada ao prêmio de “Artista do ano” e dividiu o palco com Ben Harper para cantar o sucesso “Boa sorte / Good Luck”.

O ano de 2008 foi muito importante para a carreira da mato-grossense. “Amado”, música do disco “Sim”, composta em parceria com o cantor e compositor Marcelo Jeneci, integrou a trilha sonora da novela “A Favorita”, da Rede Globo. “Acode”, música de sua autoria, que integrou o disco “Encanto”, de Sergio Mendes, e onde Vanessa fez participação cantando a faixa, foi indicada ao Grammy Latino como “Melhor Canção Brasileira”. Ainda em 2008, o disco “Sim” foi indicado e ganhou o Grammy Latinho como “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro”. Além de vencer o Prêmio Tim de Música como melhor cantora, na categoria Pop/Rock, e dividir o palco com Dominguinhos numa grande homenagem ao cantor e compositor, cantando a música “Lamento Sertanejo”. Já em 2009, devido ao grande sucesso da música na novela no anterior, “Amado” ganhou o Prêmio Multishow de Música Brasileira de melhor música.


Vanessa da Mata e Dominguinhos cantam "Lamento Sertanejo"


Crédito: reprodução

23 de junho de 2012

Vanessa da Mata no Festival Nova Brasil FM


No dia 1º de setembro acontecerá a terceira edição do Festival Nova Brasil FM. Devido ao cancelamento do show da cantora Maria Rita, Vanessa da Mata irá apresentar o seu show no evento. O festival será realizado na Arena Anhembi, em São Paulo e contará ainda com os shows de Seu Jorge, Zélia Duncan e Lulu Santos. Os portões serão abertos às 15h e os shows terão início às 18h. Confira abaixo os valores dos ingressos:

- Até o dia 01/08:

* Pista: R$ 80,00
* Cadeira: R$ 200,00 (numerado)
* Camarote esquerda: R$ 200,00 (numerado)
* Camarote direita: R$ 200,00 (numerado)
* Camarote central: R$ 138,00 (numerado)

- A partir do dia 02/08:

* Pista: R$ 100,00
* Cadeira: R$ 250,00 (numerado)
* Camarote esquerda: R$ 250,00 (numerado)
* Camarote direita: R$ 250,00 (numerado)

Estudantes têm 50% de desconto na compra dos ingressos e os mesmos podem ser adquiridos nos seguintes pontos de venda:


* Call Center: 4003-5588
* Internet: www.ticketsforfun.com.br
* PDVS: http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency_inic.aspx


21 de junho de 2012

Vanessa da Mata em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga


Em 2012 Luiz Gonzaga faria 100 anos de idade. Conhecido como Lua, Luiz Gonzaga é o maior ídolo musical do nordeste. Em homenagem ao centenário do Rei do Baião, o SESC Pinheiros (São Paulo) está com uma programação especial que reúne música, dança e literatura.

A cantora Vanessa da Mata participará dessa homenagem, que leva o nome de “Lua Cheia de Baião”, apresentado-se nos dias 22, 23 e 24 de junho com um espetáculo exclusivo e inédito.

Os ingressos podem ser adquiridos pela Rede INGRESSOSESC. Confira os valores:

·        *  R$ 32,00 (inteira)

·         * R$ 16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, estudantes, maiores de sessenta anos e professores da rede pública de ensino)

·        *  R$ 8,00 (trabalhador do comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

Crédito: reprodução

19 de junho de 2012

fdm Entrevista: Dandara Ferreira

Dandara Ferreira. Crédito: reprodução

Nascida em Salvador, filha do ex-ministro da cultura, Juca Ferreira, Dandara Ferreira é formada em cinema pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e já foi assistente de direção do TNT + Filme. Recentemente, dirigiu o clipe da música “As Palavras”, de Vanessa da Mata. Ela concedeu uma entrevista à fdm, confira abaixo:

fdm: Dandara, você é formada em cinema pela FAAP. Como surgiu a paixão pelo cinema e a decisão de fazer esse curso?

Dandara: A paixão pelo cinema começou em casa. Minha mãe é fotógrafa e meu pai, apesar de ser sociólogo, é apaixonado por cinema, tinha sonho de ser cineasta, mas o momento político da época o levou para outra área. Fiz teatro com a Fátima Toledo, e ela me fez me apaixonar mais pelo cinema e enxergar que o meu lugar era atrás das câmeras, e não na frente.

fdm: Você é filha do ex-ministro da cultura, Juca Ferreira, que teve uma importante participação no Projeto Axé. O envolvimento de seu pai com a cultura te influenciou para seguir a carreira na área cultural?

Dandara: Com certeza. Tanto que quando decidi fazer cinema pude ter o privilégio de herdar uma biblioteca enorme do meu pai, com vários livros sobre cinema. Meu pai entrou na política por paixão e pela necessidade da época, mas sempre foi muito ligado às artes. Antes do Projeto Axé ele chegou a trabalhar na Fundação Cultural de Salvador. Meu ambiente desde pequena sempre foi na área cultural (cinema, teatro, música, fotografia).

fdm: Junto à Paranoid Filmes, você produziu e dirigiu, em parceria com Felipe Fernandes, um vídeo dos bastidores e do ensaio de Bebel Gilberto para o show “All in One”. Como foi esse projeto?

Dandara: Este projeto foi ano passado, em parceria com o jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, que transmitiu o show ao vivo pelo twitter dele. Foi uma loucura. Gente no mundo inteiro assistiu. Paralelamente a isso, eu e o Felipe Filmamos os bastidores do show, que era um show importante para a Bebel, pois era a primeira vez que ela cantava sozinha no Teatro Castro Alves.

fdm: Nesta semana foi lançado o clipe da música “As Palavras”, da cantora Vanessa da Mata, o qual foi dirigido por você. Como se deu essa parceria?

Dandara: A Vanessa me ligou um dia e me convidou para dirigir o clipe. Fiquei numa felicidade enorme, ainda mais porque esta é uma das minhas músicas preferidas do CD “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”.

fdm: Parte do clipe foi gravada no Rio de Janeiro e a outra parte foi gravada no subúrbio de Salvador. Por que a região suburbana trouxe tanta inspiração?

Dandara: Primeiramente porque sou baiana e apaixonada por Salvador. A região suburbana foi escolhida como cenário pela beleza, como alerta para as pessoas deste lugar tão bonito que muitos não conhecem e que ficou um tempo marginalizada, mas agora está sendo recuperada. Fiquei impressionada com a quantidade de baianos que me perguntam onde é aquele trem que passa pelo mar... Salvador precisa ser valorizada e preservada.

fdm: Como foi para você desenvolver esse projeto com Vanessa? Como é a sua relação com a cantora? Poderá surgir uma nova parceria?

Dandara: A parceria foi incrível. Conseguimos com tranquilidade expressar o desejo e o gosto de cada uma. Às vezes ela vinha com uma sugestão que eu não gostava muito, falava o que achava, sugeria outra coisa, ela concordava. Outras vezes ela me mostrava que a minha ideia poderia ser melhor se fizéssemos tal coisas... e por assim em diante. A gente trabalha bem juntas. Somos muito amigas, nos entendemos bem. Poderá surgir novas parcerias sim... quem sabe?!

Agradecemos à Dandara pela atenção que nos deu e a entrevista concedida. Desejamos muito sucesso na carreira e que venham novas parcerias com Vanessa. Grande abraço!

Confira o clipe da música "As Palavras", de Vanessa da Mata, dirigido por Dandara Ferreira:

Crédito: reprodução 



17 de junho de 2012

História de Uma Gata - Parte 08


Vamos a mais um trecho da retrospectiva. Acompanhe:

Em 2004, após dois anos de lançamento do primeiro, chegou ao mercado o seu segundo disco: “Essa Boneca Tem Manual”. Produzido por Liminha, além de canções próprias, o CD contém duas regravações: “Eu sou neguinha?”, de Caetano Veloso, que fez parte da trilha sonora da novela Global “A Lua me disse”; e “História de uma gata”, de Chico Buarque.

A música “Ai, Ai, Ai...” entrou para a trilha sonora da novela “Belíssima”, também da Rede Globo, e foi a mais executada nas rádios no ano de 2006. Além de ganhar o prêmio de melhor música no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Com isso, o álbum “Essa Boneca Tem Manual” chegou a Disco de Platina. Além de “Ai, Ai, Ai...”, teve mais uma música em novela: “Ainda bem” (na novela “Pé na Jaca”).

Crédito: reprodução

14 de junho de 2012

Vanessa e a Bahia: um caso de amor!


Todo mundo sabe que o caso de amor entre Vanessa da Mata e a Bahia é de longas datas. E isso fica confirmado a cada show seu no estado. A noite do dia 12/06 não poderia ter sido diferente. Ao ouvir os primeiros acordes da música “Vermelho”, a plateia da Concha Acústica foi ao delírio. Vanessa, linda como sempre, entrou no palco e foi recebida com muitas palmas e euforia pelo público soteropolitano. Dava para sentir a alegria em seus olhos ao ver aquela calorosa plateia cantar em coro. Logo nos primeiros minutos de show, Vanessa informou que os técnicos de som solicitaram um momento para corrigir algum erro ocorrido, então ela disse que precisaria “enrolar” um pouquinho e pediu que o público cantasse junto com a banda, já que ela não poderia cantar ao microfone. E foi ao som de “Joãozinho” que o público fez bonito ao cantar a música inteira. Vanessa estava tão à vontade, sentindo-se em casa na Concha Acústica, como ela mesma falou, que deu continuidade ao show sem seguir o repertório pré-definido. Como era dia dos namorados, não poderia deixar de comentar o assunto e falou que, acima de tudo, era a favor do amor, seja ele entre duas mulheres, dois homens, ou um homem e uma mulher. Com muita liberdade para os improvisos, emendou o final da música “Vê se fica bem” com o refrão da clássica música “Alegria Geral”, do Olodum. O repertório contou ainda com a volta da belíssima “Quem irá nos proteger”; as clássicas “Amado”, “Boa Sorte” e “Ainda bem”; “Último Romance”, de Rodrigo Amarante”; as românticas “Te amo” e “O tal casal”; além de “Fiu Fiu”, “Meu Aniversário”, “Eu sou neguinha?”, “Ai, Ai, Ai...”, “Baú”, “As Palavras”, “Moro Longe”, Bolsa de Grife”, “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”, “Perfume Barato”  e “Ilegais”. Visivelmente feliz por estar ali, Vanessa reafirmou sua relação de amor com a Bahia e disse que ficaria horas ali cantando, não fossem as normas de horário de funcionamento da casa de show. E como não pode faltar nos shows na Bahia, Vanessa encerrou seu espetáculo cantando, à capela, a música “Ê, Baiana”.

No camarim, foi aquela simpatia de sempre. Ela sempre nos recebe com o maior carinho do mundo. Foram muitas conversas, risadas e tantas alegrias. Se deixassem, ficaríamos a noite inteira ali papeando. Os assuntos foram os mais diversos possíveis: músicas, clipes, comidas, quilinhos a mais e a menos, tatuagens...

A noite do dia 12/06/2012 foi muito especial, tanto para os casais quanto para os solteiros. Vanessa é sempre motivo de alegria e festa. Ela é a nossa alegria. 

Crédito: Natally Andressa



10 de junho de 2012

História de Uma Gata - Parte 07

Segue mais um trecho da história de Vanessa da Mata ao longo desses 10 anos de carreira. Acompanhe:

Com o apoio de Chico César, o disco de demonstração gravado e a força de Maria Bethânia, as gravadoras enfim descobriram o talento de Vanessa. Em julho de 2002 lançou o seu primeiro single, “Não me deixe só”. E em agosto do mesmo ano, lançado pela Sony e produzido por Liminha, Kassin, Luiz Brasil, Jaques Morelenbaum e Dadi, chegou ao mercado o seu disco de estreia, “Vanessa da Mata”, que lhe rendeu disco de ouro e teve duas músicas emplacadas em novelas da Rede Globo: “Nossa Canção” (na novela “Celebridade”) e “Onde ir” (na novela “Esperança”).

Crédito: reprodução

5 de junho de 2012

Vanessa da Mata no Vivo Rio


Descerradas as cortinas vermelhas, Vanessa da Mata surgiu sentada em uma escada posta no canto esquerdo do palco. "Como pode ser gostar de alguém? E esse tal alguém não ser seu?" - foi  a pergunta que primeiro fez ao público do Vivo Rio. Em seu vestido branco, descontínuo e remendado por todas as partes, Vanessa parecia ter asas. Anjo de poucas moralidades que ofuscava até as luzes cênicas... Era o sol da noite da poesia de Arnaldo Antunes.

Apesar de o cenário e da música de abertura (“Amado”) terem sido iguais ao de toda a turnê, aquele não seria mais um show. De muitas surpresas e outras alegrias foi feito o espetáculo. Concentradíssima, serena, quase sem errar as letras de suas próprias composições, Vanessa cantou todas as músicas de Bicicletas... (o quinto cd de sua carreira, que este ano completa uma década), inclusive "O masoquista e o fugitivo", canção que havia ficado de fora das apresentações anteriores e que, ao vivo, parecia outra, mais bonita, mais encontrada. Além destas, reinterpretou perfeitamente a bela canção de Rodrigo Amarante, "Último Romance" (dessa vez cantando a letra na sequência original, sem inverter ou repetir...); e relançou "Perfume Barato", a canção que fez com Fernando Catatau (de Cidadão Instigado) e que jamais gravou.

Nos minutos que usualmente preenche com hits mais consagrados e conhecidos, como "Ainda Bem" e "Baú", Vanessa optou por dar lugar a duas canções não tão conhecidas ou radiofonadas, mas das mais bonitas de seu repertório: a quase oração de "Zé" e a confessionária, sincera e aberta "Quem irá nos proteger".

Vanessa, que faz música como quem colhe frutos frescos de infinitos sabores, mostrou toda a força de sua capacidade criativa na renovação de uma canção já "velha", gravada em 2008, no álbum SIM: "Ilegais".  Seu reggae à lá Jamaica ganhou um tom encorpado, com batidas fortes, um quase rock... No lugar do "cazu" que soprava na versão antiga, Vanessa veio a público batendo e dedilhando as cordas de uma guitarra vermelha. A cantora, que compõe as músicas sem conhecer na teoria qualquer instrumento musical, e que já havia se arriscado na turnê de Sim, quando dedilhava em um violão "Minha herança: uma flor", tocou com perfeição e segurança, apesar de poucos ali saberem o quão árdua lhe era a tarefa.

O show que todo o Brasil pôde ver na transmissão ao vivo do canal Multishow, eu vi de longe, em um "camarote" bem acima do palco. Do lugar que estava, quase não podia diferenciar os contornos desenhados em sua face a cada canção. Seus sorrisos, olhares, nuances de sua boca, seus gestos coloridos, todos me apareceram numa matéria única.. Mas talvez só assim tenha podido ver todo o conjunto que é Vanessa da Mata. Como é que cantando e dançando ela dá forma ao que não se vê. Seu corpo desenha no ar o que só sentimos. É como se nos fosse dado tocar aquilo que representamos em palavras, numa sinestesia extasiante que nos torna humanos. Transcendente, pois, é qualquer show de Vanessa da Mata. É assim muito mais do que uma apresentação concertada de som e ritmos. É um recorte no tempo em que vivemos e sentimos, que afinal, a vida em nós habita!   

Texto por Ellen Araujo.

Crédito: reprodução

3 de junho de 2012

História de Uma Gata - Parte 06


Hoje é dia de mais um pouquinho da retrospectiva. Vamos conferir:

Depois de gravar o disco de demonstração, Vanessa da Mata enviou a Chico César a letra de uma música. Ele imediatamente musicou e a enviou a Maria Bethânia, de quem Vanessa é grande fã. Bethânia se encantou pela música e não só gravou, como também deu título ao disco que estava gravando: “A Força que Nunca Seca”. Música que a baiana considera uma “pequena obra-prima” e que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino. A partir daí, Bethânia passou a divulgar o trabalho de Vanessa, sempre fazendo muitos elogios. A mato-grossense foi convidada para subir ao palco e dividir os vocais com Maria Bethânia e Caetano Veloso, cantando “A Força que Nunca Seca”, no show em comemoração aos 35 anos de carreira da baiana, onde à sua frente estava Chico Buarque, maior ídolo de Vanessa. Anos mais tarde, a cantora baiana gravou outras músicas de Vanessa, como “Ê Senhora” e “O Canto de Dona Sinhá”. 

Confira abaixo um vídeo em que Maria Bethânia fala sobre Vanessa da Mata:

Crédito: reprodução

1 de junho de 2012

fdm Entrevista: Maurício Pacheco


Ele é músico, compositor, produtor e apresentador. A fdm teve o prazer de entrevistar Mauricio Pacheco, guitarrista da cantora Vanessa da Mata e apresentador do programa “Segue o Som”, da TV Brasil. Confira:

fdm: Maurício, você cursou Arquitetura e Urbanismo na UFRJ. Concluiu o curso? Chegou a trabalhar nessa área? Como a carreira musical passou a fazer parte da sua vida?

Maurício: Sempre quis ser músico, mas como não tive uma formação musical acadêmica, acabei fazendo arquitetura, que era um outro interesse que tinha, muito por causa dos meus pais, que são arquitetos. Fui até o sexto período, quando minha primeira banda, Mulheres Q Dizem Sim, gravou um disco e a música começou a parecer um caminho profissional pra mim. A partir daí, montei um estúdio com 2 amigos e começamos a trabalhar com produção musical.

fdm: Você participa do “Comfusões”, que é um projeto que explora a união das culturas angolana e brasileira. O que essas duas culturas têm em comum na sua música? Como surgiu esse projeto?

Maurício: Eu sempre me interessei em fazer misturas de sons, e sou um apaixonado pela música africana em geral. Quando fui morar em Angola por um tempo, me senti muito à vontade com todos os músicos com quem trabalhei. Esse projeto surgiu através de um trabalho de pesquisa que fiz com os arquivos da RNA (Rádio Nacional de Angola). Estava lá em Luanda produzindo um disco do Paulo Flores para o selo Maianga, e o disco foi gravado lá na RNA. Depois, através do Sérgio Guerra, dono do selo Maianga, tive acesso a vários discos clássicos da música angolana e apresentei a ideia de um disco de remixagens desses clássicos. Aí nasceu o Comfusões, que acabou sendo lançado no Brasil, Angola e na Europa, em parceria com um selo alemão superlegal chamado OUT/HERE Records.

fdm: Qual a importância de ter cursado violão clássico e teoria musical no Conservatório de Lille, na França, para a sua carreira? Como foi o período em que você viveu lá?

Maurício: Na verdade fui fazer intercâmbio lá, e na França, já no ensino médio, você escolhe sua área de interesse. Eu escolhi música, mas o que aprendi mais foi fora da escola. Conheci muitos músicos árabes e africanos e ouvi muita música nova, toquei no metrô, em peça de teatro, e isso acabou sendo um passo importante para que eu me tornasse músico. Mas não tenho formação clássica, aprendi muito ouvindo Hendrix e Jorge Ben com o Pedro Sá, e quase nada de violão clássico.

fdm: Ao lado de Mariano Marovatto, você apresenta, desde setembro de 2009, o programa “Segue o Som”, da TV Brasil. O programa mostra, além das entrevistas, clipes, dicas musicais e muitas novidades do mundo da música, seja em tecnologias ou novos artistas. Como vocês desenvolvem esse trabalho de pesquisa para apresentar o que há de novo?

Maurício: Na verdade, eu não sou um pesquisador, não tenho metodologia definida. Sou um apaixonado por música e por todas as questões dos músicos e do mundo da música. Acho a música uma grande alegria na vida, uma forma de arte que te impacta por todos os sentidos. A gente ouve com o corpo todo, e as emoções que a música desperta são infinitas. Minha ideia no programa é falar de tudo isso. Mostrar quem está fazendo música, que tipo de relação cada músico tem com sua arte e como o exemplo de músicos que tem mais estrada pode ajudar quem está começando e precisando de ideias ou de um entendimento de como se inserir como artista no mundo de hoje. Por isso vamos a festivais. Gosto de entrevistar os músicos em seus habitats naturais, que são o estúdio e o palco. Estou apresentando o Segue o Som desde 2009, e já tive a honra de entrevistar vários ídolos meus, como João Bosco e João Donato, além da nossa querida Vanessa da Mata, que contou algumas histórias e falou de seu rico universo musical.

fdm: Como é feita a escolha dos entrevistados para o programa “Segue o Som”?

Maurício: Eu tento mesclar estilos e capturar momentos diferentes da carreira dos entrevistados. Falamos com artistas que estão se revelando agora, como a Mariana Aydar e o Emicida, que são compositores de agora e têm ideias muito frescas sobre como atuar no mercado atual e como solucionar problemas e aproveitar o lado bom das mudanças radicais que a indústria da música tem sofrido. De outro lado, entrevistamos artistas com várias décadas de carreira, como o Emílio Santiago, e que apresentam uma vontade enorme de fazer música nova, e tem essa generosidade de compartilhar sua sabedoria com a gente. É muito divertido e eu aprendo com eles todos os dias.

fdm: Maurício, você já trabalhou com vários artistas como Lenine, Jorge Ben Jor, Jussara Silveira e Fernanda Abreu. Atualmente, você acompanha a cantora Vanessa da Mata na turnê “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”. Como surgiu o convite para tocar na banda de Vanessa? Como é trabalhar com a cantora?

Maurício: Como eu sempre tive bandas, acabei acompanhando alguns artistas em alguns momentos, entre um projeto meu e outro. Fiquei uns dois anos tocando com o Gabriel O Pensador, também, e foi muito bom, pois pareceu muito com um grupo de amigos, sem muita cerimônia na GIG. O convite pra tocar com a Vanessa surgiu pelo Kassin, que é o diretor musical desse show e produziu os últimos discos da Vanessa. Conheço o Kassin há muito tempo, mas nunca tínhamos feito uma turnê juntos. Lembro que ele me ligou em um domingo, eu topei na hora, é claro, e uma semana depois já estava fazendo meu primeiro show com eles. 
A Vanessa é sensacional, uma pessoa muito espontânea e generosa, que faz o trabalho parecer uma diversão leve o tempo todo. Não a conhecia pessoalmente até começar a trabalhar com ela, e fico impressionado como ela consegue ter tanto domínio do palco. Quando ela dança e canta, cria uma intimidade imediata com milhares de pessoas. É muito bonito de ver.

fdm: No ano passado, junto com Donatinho, Gustavo Ruiz, Stephane San Juan, Kassin e Antoine Midani, você criou o curta metragem “Operação Topázio”. A ideia surgiu a partir do terno preto que vocês usam durante as apresentações dos shows de Vanessa da Mata. Pode nos falar um pouco mais sobre isso?

Maurício: Haha, essa é muito boa! Realmente, quando colocamos os ternos, antes dos shows, no camarim, ficamos criando cenas para passar o tempo, pra zoar mesmo. Show após show, os personagens e as cenas começaram a evoluir. O Stephane botava o terno e já começava a falar com sotaque indiano, eu respondia com sotaque árabe, etc. Um dia passei um e-mail pra todos da banda com um roteiro baseado em tudo aquilo que todos já estavam fazendo nos camarins pelo Brasil afora. A ideia ganhou corpo mesmo depois de um show em Manaus, que era em uma casa de festas e o nosso camarim em uma sala chamada “sala Topázio”.

fdm: A parte II contará com a participação de Vanessa e outros artistas, correto? Quando poderemos conferi-la?

Maurício: Sim, teremos Vanessa da Mata no episódio 2, que já esta legendado, na finalização. 

Maurício Pacheco. Crédito: reprodução

A fdm agradece a Maurício Pacheco pela entrevista concedida e pela gentileza de sempre. Desejamos cada vez mais sucesso na sua carreira profissional e na vida pessoal.